O que levaria um gótico para aquele lugar tão peculiar?

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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

CAPÍTULO 6 - Parte II


          Um pouco mais tarde, após saírem com toda a altivez de vitoriosos da sala e deixarem Elisa e Jeremy tinindo de furor e completamente perdidos, Anthony pôs-se a refletir muito sobre o que acontecia ali. Refletiu, refletiu e por mais que se esforçasse, não conseguia entender a mudança repentina da filha. E precisava! Porque aquilo estava lhe parecendo muito estranho. Na hora sentiu muito orgulho e contentamento por ter uma aliada, mas depois, achou que era caso de pensar e pensar. Algo de muito esquisito estava ocorrendo e se ficasse na sua, não iria descobrir nunca.
Foi então que decidiu que o mais correto a fazer seria procurar Samantha. Apenas ela poderia esclarecer tudo.
A porta do seu quarto encontrava-se entreaberta e a luz estava acesa. Anthony foi abrindo de leve que ela nem percebeu, estava muito concentrada na tela de seu computador, digitando um fanfic. Usava seu pijama e soltara o cabelo, o que era sinal de que sua intenção era a de logo sair daquela mesa e ir para a cama.
Só percebeu o seu pai quando ele estava bem atrás, bem perto e não agiu como cem por cento das adolescentes agiriam, ou seja, ocultando tudo no mesmo instante em que aparece alguém, principalmente um dos seus pais. 
Ao contrário, não deu a mínima, apenas parou de digitar para lhe dar atenção e até convidou-o a puxar uma cadeira e sentar ao seu lado.
Anthony fez o que pediu e como todo o pai que se preze, estranhou o seu comportamento de deixar os sites que visitava expostos daquela forma. Samantha não se deu conta de ele ter achado estranho e perguntou o que queria. Ele a respeitou e não ficou olhando, embora a vontade fosse grande. O único que pôde ver de relance é que na página que estava aberta havia um personagem de anime que desconhecia e, talvez, por isto, não preocupou-se tanto.
Sem rodeios, ele achou melhor ir direto a questão:
— O que foi que te deu, minha filha?
Samantha descarregou um riso de um segundo bem do fundo dos pulmões, dizendo:
— Sinceramente, eu não sei! – balançou a cabeça e deitou-a na mesa, ao lado do mouse.
Anthony manteve-se quieto, certo de que ela iria falar mais. Não se enganou. Em poucos segundos ela levantou a cabeça, direcionou o mouse em algum lugar da tela e retornou a digitar, ao passo em que dispôs-se a tentar se explicar:
— Ah, pai… - seu tom soava pensativo. Parou de digitar, apoiou um dos cotovelos próximo ao teclado e destinou toda atenção ao pai.  – Não sei ao certo o que me deu. Antes eu até apoiava o que Jeremy e mamãe faziam, como pensavam, mas, depois que a ouvi falar do Kevin. A forma com que ela se expressava em relação ao próprio filho… É frieza demais para o meu gosto. 
— E isso é motivo para, de repente, aceitá-lo aqui?
— Um dia é com esse Kevin, no outro pode ser comigo ou Jeremy. Quem me garante?
Anthony ficou calado, pensativo.
— E também não é questão de aceitar. Não estou dizendo que estou aceitando.
— Você votou a favor da vinda dele, há significado maior de aceitação do que este?
Ela pensou um pouco antes de voltar a falar.
— Sei que parece uma aceitação, mas não é. – Anthony fez uma cara de confusão – Ai, pai, como é que vou te explicar isso? – respirou fundo, jogando os ombros para baixo. – Não digo que estou gostando da idéia desse cara vir para cá, apesar de estar ciente de que essa é a maneira mais justa de agirmos em relação a ele. Só que também não teria o direito de rejeitá-lo e votar contra. Estaria votando contra uma coisa justa e isso não faz parte dos meus princípios. Sempre odiei injustiça, o senhor sabe! – ele moveu a cabeça afirmativamente de leve, ensaiando um sorriso. – Então! Não sou contra nem a favor, digamos que estou neutra neste assunto.
— Então por que simplesmente não ficou neutra no momento da votação?
— Simples. Porque aquela "votação" claramente não era uma votação, porque uma votação deve ser justa e esta não seria. Era mais que óbvio que o senhor perderia e a injustiça venceria. Não haveria lugar para que vencesse. Não me arrependo por ter votado numa causa justa, apenas não sei se estou preparada para encará-la. – abriu bem os olhos, com receio. – Não podemos deixar de tentar, não é? Principalmente tentar resolver essa bagunça toda que virou a nossa família.
— É… e além do mais, não deixa de ser um desafio, não é mesmo?
— Com certeza. – concordou meio distante.
— Bom… - levantou – Vou te deixar em paz aí, digitando. – esticou um pouco os olhos em direção à tela para testá-la. Novamente, ela nem ligou, ficou só olhando para ele, normal. – Já tomei muito o seu tempo. 
Desistiu. Ela não se importava mesmo em ser lida!
— Pode ficar mais, se quiser.
— Não, minha filha. Quero ver se durmo um pouco. Ver se consigo! Boa noite, meu anjo, saiba que estou muito orgulhoso de você. São pouquíssimos os que abrem mão de seus próprios interesses por uma justa causa.
Samantha sorriu.
— Boa noite, pai. – trocaram beijos no rosto e Anthony se afastou.
— Fecho a porta? – indagou com a mão na maçaneta.
— Pode fechar, sim. Por favor.
— Certo. Durma com os anjos. – ela sorriu – É uma boa menina. – declarou antes de fechar a porta.
Ao ouvi-la fechar, Samantha fechou o sorriso comprimindo os olhos e digitou tão forte que o teclado quase caiu em seu colo.

Lisa surgiu na sala quando Kevin fazia um esforço para se distrair em um filme de ação maçante, perguntando se estava bonita. Mesmo não a examinando detalhadamente, ele respondeu que sim. Não tinha como responder que não. Lisa estava tão bonita que nem era necessário olhar muito para constatá-lo e se olhassse muito poderia criar uma situação constrangedora.
Ela trajava um vestido curto com alças finas, bem decotado, num branco que contrastava com o seu bronzeado (agora com uma forma mais definida e muito mais sutil) deixando o contexto muito bonito. Levava sapatos da mesma cor com o salto moderadamente alto e uma maquiagem bem discreta no rosto. O cabelo chanel, naturalmente liso, ganhara mais volume devido a um penteado que improvisara em casa mesmo.
— Você está muito bonita. – ele teve que repetir.
Seu olhar de admiração fez Lisa sentir o rosto pegar fogo. Desconfiada de que pudesse estar dando muito na cara, encontrou uma desculpa para retirar-se da sala.
— Minha bolsa! Esqueci minha bolsa.
Retornou apenas após alguns minutos, com uma pequena bolsa dourada nas mãos e, retomando um assunto que ficara pendente entre eles e que Kevin parecia até já haver esquecido. Ou fingia bem.
— Kevin. – falou sentando-se no sofá mais próximo ao dele.
— O que foi?
— Por que falou aquilo de manhã para mim?
— Aquilo o quê? – realmente havia esquecido.
Ela esperou criar um pouco mais de coragem para prosseguir. Com os olhos baixos, pôde perceber que os de Kevin não desgrudavam de sua pessoa, atentos ao que ela tinha para dizer. Então, com um pouco de dificuldade, ela disse:
— Bem, é que… - levantou os olhos sem levantar a cabeça – Hoje de manhã você me chamou de soberba. Por quê? Sabe que até agora estou tentando entender e não consigo?
— Referia-me ao Richard. – não vacilou em ser direto – Você estava louca para que ele saísse logo de minha vista porque estava com vergonha. Vergonha de mim. Vergonha da simplicidade dele, vergonha de ter um amigos assim. Ele é seu amigo, não é?
Ela não esperava que fosse ser tão franco. Um tanto desnorteada, respondeu um “é” quase inaudível.
— É isso. Achei muito soberbo de sua parte. – falou naturalmente – O que achou que fosse?
— Nada. – falou saindo da sala.
Não demorou para voltar, outra vez. Sentou no mesmo lugar e desceu os ombros com a maior cara de culpa.
— Kevin, não sei o que fazer. Só posso dizer o que já disse sobre você, se eu me envergonhasse, não iria abrigá-lo aqui. 
— Sim, agora eu sei. Mas no momento não me pareceu.
— Eu sei. – lamentou – Por que eu sou assim? Richard… Richard é o meu melhor amigo, o único que vem aqui para conversar e não para reparar minha casa ou saber o que faço da vida. É a melhor pessoa que conheci neste lugar, melhor até mesmo do que Samantha.
— Não duvido. Ele me pareceu boa pessoa. Pelo menos não teve tanto preconceito assim em relação à minha aparência. Não ficou expondo tão explicitamente o que achava ou deixava de achar dela como quase cem por cento da população dessa cidade.
— E olha que ele nem da cidade é! – acrescentou - Veio da fazenda, praticamente. Nasceu e passa a maior parte do tempo lá.
— Pra você ver. Ele não é má pessoa, Lisa. A gente só deve se envergonhar daqueles que não tem caráter, porque se você anda com pessoas desse tipo, é porque tem afinidades com elas.
— É, você tem razão. – ficou pensativa – Acha que ele notou?
— Ele é tão ingênuo que nem notou, acreditou realmente na sua historia do chantilly.
— Isso, ao invés de me fazer sentir melhor, me faz sentir ainda pior, sabia? Por que será?
Abrindo um pequeno sorriso, esclareceu:
— Significa que você tem caráter e se importa com os sentimentos dos outros.
— Não sei não… Tenho minhas dúvidas.
Uma buzina exageradamente alta soou.
— Deve ser ele. – deduziu Kevin.
Lisa correu para a porta, que encontrava-se já aberta e chamou-o com um gesto de mão. Em pouco tempo Richard estava entrando na sala, com o mesmo tipo de roupa que vestia pela manhã (apenas mais nova e mais limpa), exalando um perfume barato, porém agradável, e os cabelos penteados para trás com um pouco de gel. Sua pele também parecia mais morena do que era.
— Cruz credo! – exclamou com sua habitual voz estrondosa e alta – Pra que essa escuridão? Achei que vocês tinham fugido pra não ir à festa.
— Que é isso? – Lisa riu – Jamais fugiria de uma festa! – confessou fazendo-os rirem também.
— Como é que é? – perguntou esfregando uma mão na outra e dividindo o olhar entre os dois – Vamos?
Lisa pigarreou e informou, olhando mais para Kevin do que para ele:
— Bem, apenas eu vou. Kevin vai ficar.
— Por quê? – perguntou como se fosse um motivo inaceitável.
— Bem, por que… - ela tentou explicar.
—… por quê? – perguntou diretamente ao Kevin.
— Bom… não acho que seja uma boa ir a uma festa de família e… não sei. Não acho que seja uma boa.
— Tá com medo, não é? – não houve resposta. Também não daria tempo. – Besteira. Eu vou estar lá, ninguém vai encher as paciências nem de você e nem da Lisa. São meus amigos e ninguém mexe com meus amigos. Posso te chamar de amigo, não posso?
— Claro que sim. – concordou sorrindo.
— Então! Você é da onde mesmo?
— Califórnia.
— Califórnia? – pensou. – Não. Nunca estive lá. Oras! O que estou falando? Nunca estive em nenhum lugar que passasse de 200 quilômetros daqui! 
Kevin e Lisa caíram na risada, era essa a intenção de Richard. Fazê-los rir.
— Então… E lá na Califórnia os amigos costumam fazer desfeitas entre eles?
— Não. Pelo menos acredito que a maioria não.
— E você faz parte da maioria ou da minoria?
— Da maioria... - retorceu um meio sorriso, timidamente.
— Então não me faz essa desfeita! - bateu com força no ombro de Kevin, quase deslocando-o. Kevin tentou disfarçar a expressão de dor. - Vamos na festa da minha mãe!
Kevin mostrava-se muito indeciso ainda.
— Eu falei pra ela que ia trazer um amigo novo, da cidade grande e ela tá louca pra te conhecer.
— E com certeza vai se decepcionar.
— Por que acha isso? Minha mãe não é dessas velhas corocas, não. Vamos, você vai adorar conhecer ela.
Kevin olhou com insegurança para Lisa.
— Venha conosco. – ela encorajou.
Após alguns segundos de reflexão, ele se rendeu:
— Certo. – Lisa e Richard vibraram ao verem que ficara de pé. – Mas terão que me dar um minuto.
— Não precisa trocar de roupa. – opinou Lisa – Está ótimo assim.
Ele vestia uma camiseta azul escura, uma calça de couro preta e uma bota da mesma cor.
— Só acho que devem levar um casaco porque lá na fazenda costuma esfriar quando cai bem a noite. – aconselhou – E não vou deixar vocês saírem antes do amanhecer!
— Nossa! – exclamou Lisa animada.
— Não vou trocar de roupa. – declarou – Preciso apenas de um minuto mesmo, é para ir até o banheiro e lavar o meu rosto. – indicou o rosto maquilado.
Richard olhou bem para o seu rosto e perguntou com inocência:
— Pra quê?
— Como pra quê? – Kevin riu com um certo inconformismo – Para não assustar os seus convidados.
— Você se assusta quando se olha no espelho?
— Não. – franziu a testa, pela primeira vez respondendo a uma pergunta que não compreendia.
— Então por que acha que os outros vão se assustar? Eu pareço assustado?
— Não, mas… - liberou um riso sem jeito. Lisa sorria e ele não sabia para onde olhar.
— Mas o quê? – indagou meio impaciente já.
— Mas eu penso diferente das pessoas. Lá na Califórnia andar assim é normal, aqui não.
— Você gosta de andar assim?
— É claro que sim.
— E isso é o que interessa, oras! Peguem seus casacos e vamos de uma vez! – apressou dirigindo-se à caminhonete.
Lisa pegou uma jaqueta jeans do seu guarda-roupa e seguiu Richard de imediato. Kevin não teve outra escolha, o veículo estava com o motor ligado, pronto para partir. Apanhou sua jaqueta de couro negra da mochila e entrou no veículo também, como ele próprio costumava dizer, com um ponto de interrogação acima da cabeça. 
No caminho, Richard não parava de falar um minuto. Dirigia com numa velocidade moderada e falava, falava… Não dava para saber de onde tirava tanto assunto. Lisa, que estava sentada no meio, entre ele e Kevin, também não ficava atrás, seguia o ritmo de acordo com que podia.
Conversavam sobre coisas banais, do dia a dia, mas o tema central era o aniversário. Ele dizia o quanto sua mãe havia achado lindo o bolo que ela tinha preparado, desenrolou um novelo de elogios sobre o seu trabalho e falava muito da correria que fôra o seu dia para organizar tudo para a festa.
Kevin não entrou na conversa, aliás, durante quase todo o percurso manteve-se quieto. Respondia apenas o que lhe perguntavam e de uma forma um tanto lacônica. Não era mau humor nem nada, apenas não estava muito afim de falar. Escancarou a janela e ficou com a cara para fora a maior parte do tempo. Sentia-se um idiota por ter aceitado o conselho de Richard e trazido a jaqueta. O calor que fazia era insuportável, o vento amenizava um pouco, mas era pouca coisa. Aquele clima estava muito estranho para a época, Richard chegou a comentar algo parecido sobre isso.
Várias vezes pegou-se olhando para o espelho retrovisor. Encucado, achava que aquela sua maquiagem não era muito adequada para a ocasião. Havia muita base branca e o contorno negro ao redor de seus olhos era muito grosso e forte. Com toda a certeza, ela era muito mais apropriada para ir ao cemitério do que à festa de aniversário de uma senhora da fazenda.
Como Richard garantira, a viagem durou só uma hora, mas para Kevin pareceu um século. Assim que a caminhonete parou em frente a um portão velho de madeira, sentiu uma grande vontade de vomitar que por sorte, rapidamente passou. Provavelmente fora uma conseqüência dos solavancos da estrada, eles trabalharam um pouco em seu estômago. Ainda meio zonzo, Kevin saiu e seguiu os amigos. A jaqueta ficou jogada no assento do automóvel.
A festa era típica festa do interior. A música country rolava solta e logo de cara se depararam com um cowboy loiro de olhos azuis, que fazia uma mistura do tipo machão com pose de sensual e mostrava-se excessivamente embriagado. Seu rosto chegava a estar vermelho devido ao excesso de álcool e mal conseguia equilibrar-se na madeira podre da porteira.
Seu sacana “olhar de peixe morto” escolheu subitamente Kevin como vítima. Quando ele entrava, falou de um modo escandaloso, como para que todos os que estivessem ao redor (e que não eram poucos) ouvissem:
— Richard, você não avisou. Não acha que a sua mãe tá um pouco velhinha pra ter palhaço na festinha dela?

14 comentaram sobre a história:

  1. Oi, Christian! :)
    De início eu não entendi a atitude da Samantha durante a "votação", depois dessa explicação e da reação dela assim que o pai saiu do quarto, entendi menos ainda. O que será que se passa na cabeça dessa menina? O_O'
    Acho tão bonitinhos esses momentos do Kevin com a Lisa *----*
    Bacana o Richard ter convidado o Kevin, parece ser o tipo de pessoa que valoriza mais "a parte de dentro" dos outros.
    Mas eita... a festa já começou quente! O_O'
    Será que vai ser como as festas dos meus adoráveis vizinhos?
    Tô ansiosa pela próxima parte, Christian! \o/\o/\o/

    Beijocas,

    Ismália .

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    1. Olá Ismália.
      Samantha ainda terá muitas atitudes incompreensíveis que, com o desenrolar da trama, os leitores irão pouco a pouco compreendendo. Ela aparenta ser uma personagem caprichosa, quando em verdade, ela tem uma personalidade muito complexa e pouco transparente perante as pessoas com que convive.
      Ahah, há muitos românticos de plantão que parecem estar torcendo para que aconteça algum romance entre Kevin e Lisa.
      Não pude deixar de rir ao lembrar do seu comentário sobre seus vizinhos e do silêncio absoluto nas festas de fim de ano. Morreram ou não? O.O
      Richard é um personagem que ainda fará um pouco de história, isto é o que posso adiantar por agora.
      Espero que ainda permaneça esta expectativa e ansiedade, pois a história está para ser retomada.
      Muito obrigado pelos seus ótimos comentários Ismália, aguardo por eles estarem sempre que puder, presentes.

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  2. O Richard é mesmo simpático já o amigo dele não. Estou mesmo curiosa para ver a reacção e a resposta à pergunta parva dele.
    Gostei da atitude da Samantha. Eu também não gosto de injustiças e aquela votação era mais do que óbvia que seria injusta.

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    1. Esta curiosidade em breve será desvendada Soraia, visto que breve retomarei a história.
      Samantha tem atitudes que alguns compreendem, outros não apoiam, é interessante ver ideias diferentes a respeito de um personagem.
      Aproveito a oportunidade por agradecer aos seus comentários nos Escritos Lisérgicos sempre relembrando de Ironia do Destino. É muito satisfatório para um autor saber que sua trama e seus personagens deixaram uma lacuna entre alguns leitores quando não está presente.

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  3. Chris, este foi um capitulo de ajustar as coisas. De perceber as razoes de Samantha e na verdade, concordo com ela!
    E ansiosa pelo próximo capitulo *.*
    Beijos, Cassandra

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    1. Samantha realmente está sendo das personagens mais destacadas pelos leitores, algo que, admito, eu não esperava! Estou surpreso com isto.
      Peço desculpas pela demora, contanto, tardarei mas não falharei, breve a história será retomada.

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  4. Seus personagens são fantasticos
    Minha avó dizia: para ser feliz, a gente não precisa sair do lugar, a gente tem que ser o lugar. {Fabricio Carpinejar}

    com amizade e carinho de Monica

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    1. Mônica, há quanto tempo não temos contato... Estive ausente nas férias da blogosfera, mas agora estou colocando as coisas no lugar em minha vida e a blogosfera não deixa de ser uma de minhas prioridades, pois é através dela que posso expressar meus trabalhos literários.
      Obrigado pelo elogio aos meus personagens.
      Concordo com a frase de Fabrício, aliás, concordo com muito do que ele diz.
      Obrigado pela presença constante Mônica.

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  5. Olá, vim ler a continuação da história. Este capítulo está muito bom para ler mais vezes e refletir. Um abraço, Yayá.

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    1. A sério? Obrigado Yayá e seja bem vinda de volta ao blogue.

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  6. Christian,
    Esse capítulo está mais denso e ao mesmo tempo mais profundo. O Richard deu uma humanidade ao Kevin como ainda nao tinha visto. E Lisa fez-me refletir bastante sobre como os pais tratam os filhos distintamente. E como um erro pode desestruturar toda uma família. É certo que os anos vão, mas as consequências ficam.
    PS: Ando meio sumida pq estou viajando e ou não tenho muito tempo pra entrar na internet ou estou tão cansada que nao tenho ânimo. Mas sempre que dá estou aqui lendo os seus blogs.
    Beijokas doces e um ótimo fim de semana.

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  7. Marly, confesso que senti sua falta, cheguei a pensar que havia desistido de ler Ironia do Destino. rs.
    Gosto de como você se envolve na trama, nos personagens e por esta razão, dou muito valor a cada comentário que faz aqui.
    Você perceberá que com o tempo esta história ficará cada vez mais densa e profunda, este é só o começo, é apenas preciso ter um pouco de paciência para ler este trabalho extenso tão fragmentado. Aliás, estou pensando seriamente em dar continuidade a ele mais vezes por semana do que apenas uma vez. Espero que todos os leitores que aqui acompanhem acatem a ideia e estejam dispostos a acompanhar e comentar, porque sem seus comentários não posso saber se a obra está boa ou não.
    Toda atitude que tomamos há consequências, elas podem demorar para virem a tona, mas creio que sempre vem.
    Fiquei sabendo acidentalmente no facebook ontem a noite que está de férias em Buenos Aires, espero que esteja desfrutando, é um dos melhores lugares para se visitar na América do Sul, embora eu aconselharia a visitá-lo no inverno.
    Ótimo restante de fim de semana e obrigado pela dedicação aos blogues.

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  8. Bem me parecia que faltava-me um capítulo para ler, mas fiquei deslumbrada, acredite! :D Cada vez mais gosto de Samantha e Anthony! Achei muito nobre a atitude de Richard, acho que também gosto dele! haha :D Não sei por quê mas este é um dos meus capítulos preferidos! Gosto das descrições, da personalidade das personagens e fiquei deveras curiosa por causa do final... irá Kevin reagir bem ou mal? Ai! Estou curiosa! Continue! ^^ Os meus parabéns! :D

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  9. Nem se preocupe Hayley, eu ontem consegui me atualizar na série de Cassandra e parece-me que falta alguns episódios de Setembro. Nesta época de fim de ano é mais que normal que deixemos um pouco de lado a blogosfera para descansar e tomar conta de outras coisas, principalmente quem está retornando as aulas.
    Ahah, sei o quanto gosta de Samantha e principalmente de Anthony, o qual percebo que já é fã do personagem. Richard é um personagem que acredito, tenha cativado bastante quem acompanha a história por sua notória simplicidade de ver o mundo e aceitar as pessoas como elas são, por mais diferente que sejam e por mais que não se espere de alguém vindo do lugar de onde veio. Ter uma personalidade própria no meio em que foi criado é realmente impressionante.
    Fico muito, muito satisfeito mesmo em ter conseguido deixar uma pessoa deslumbrada com meus escritos. Acredito que saiba como é sentir isto, sendo também escritora.
    Como Kevin irá reagir... basta conferir no próximo capítulo que já está no ar.
    Muito obrigado por sua presença e pelo comentário. E obrigado pelos elogios.

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