O que levaria um gótico para aquele lugar tão peculiar?

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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

CAPÍTULO 4 - Parte I

 A impressão que Samantha teve foi a de que o seu espírito saíra brutalmente de seu corpo e voltara em centésimos. Sorte é que estava sentada porque senão cairia com a tontura violenta que sentiu. Sua visão parecia estar meio borrada e as pernas chegaram a adormecer. Olhava para a cara de sua mãe, mas era como se não a estivesse vendo. Não sabia ao certo nem onde se encontrava mais, tamanho fora o choque.
Com a boca seca, conseguiu miraculosamente proferir algumas palavras:
— O que… O que você está me dizendo, mãe?
Elisa se afastou e dirigiu-se à janela. A vista que tinha dali era da rua e da entrada de sua casa onde seus filhos jogavam basquete, só que o único que via era o vazio acima, no céu parcialmente azul.
— Você ouviu, filha. – cruzou os braços. 
Não. Ela não tinha certeza se ouvira realmente o que pensava que ouvira.
— Você está querendo… – engoliu em seco. – Está querendo dizer que aquele…
Elisa previu mais xingamentos, por isso apressou-se em cortar:
—… estou querendo dizer não. Estou lhe dizendo que Kevin, aquele rapaz que esteve aqui outra noite é o meu filho.
— M-m-mas como? – sua voz e raciocínio falhavam.
Descruzando os braços e tomando a liberdade de sentar-se ao lado da filha, suspirou e esclareceu:
— É uma longa história, meu bem. – fez uma pausa para estudar as palavras que deveria usar. – Sei que a primeira coisa que deve ter pensado é de que traí o seu pai…
—… e não traiu? - suas palavras pularam em cima.
Elisa negou com a cabeça e os olhos fechados.
— Não, eu não traí o seu pai. Jamais trairia. Isso foi muito antes, nem sonhava em conhecê-lo. – pensou um pouco. – Bem… – tocou em seu joelho. – Penso que já tem idade suficiente para podermos falar de mulher para mulher. Como deve saber, o nosso papel nesse mundo dominado por homens nunca foi fácil.
— Deixemos os discursos feministas e dramáticos de lado e vamos direto ao assunto! – exigiu rudemente, quase aos gritos.
Elisa perdeu-se um pouco com esta atitude. Meio sem jeito, soltou um riso nervoso e fez o que foi exigido:
— Certo, certo. Eu era muito jovem, não tão jovem quanto você, mas jovem. Antigamente não era como hoje em dia que as garotas tem informações sobre certos tipos de coisa…
—… conversa!
— Samantha, eu posso falar? – não houve resposta. Samantha apenas fez uma expressão de desdém. – Eu era uma garota muito ingênua e fora da realidade, achava que as coisas não aconteceriam comigo. Vivia numa espécie de mundo ilusório, onde nada e nem ninguém pudesse me atingir, acreditava ser invulnerável. Infelizmente a realidade era outra. – baixou a cabeça e a voz. – Eu me envolvi cegamente com a pessoa errada e me ferrei. Engravidei.
— Como pôde engravidar? Falta de informação? O que é que você pensava? Que os nenês eram trazidos por cegonhas simpáticas? – esbravejou arregaçando um sorriso cínico. 
— Samantha, não seja sarcástica, minha filha. O que estou te contando é algo muito doloroso que ocorreu em minha vida e que ainda ocorre. Achei que já tivesse me livrado deste peso. – comentou mais para si mesma do que para a filha. – Fazer o quê? A vida é assim, cruel. Eu estava apaixonada por alguém que não valia um níquel, só queria me usar e quando viu que a corda apertou, me abandonou.
— E então você resolveu encarar sozinha a gravidez? – o tom de sua fala começou a abrandar, tranqüilizando um pouco mais Elisa.
— Sim.
— Não tinha dinheiro para o aborto ou não queria mesmo fazer?
— Jamais faria um aborto! – replicou veemente. – E não devia sequer sair esta palavra de sua boca! Você não devia dizer, sequer pensar em uma coisa tão pecaminosa, Samantha! Se Deus o livre te acontecer algo parecido, jamais pense nisto! Eu não a perdoarei! Prefiro ver minha filha morta a abortando!
— Você não precisa ver. – voltou à sua especialidade, o sarcasmo.
— Samantha… – olhou-a com os olhos apertados.
— Estou esperando você continuar. – cruzou os braços. – Não quis fazer um aborto e daí?
— Como e daí? Daí que encarei a gravidez!
— Nossa… que coragem admirável a sua! E o que fez com o bebê para poder casar com outro cara sem que ele soubesse de nada?
— Conheci seu pai bem depois, ele não teve nada a ver com a decisão que tomei a respeito de Kevin.
— Quero saber qual foi a decisão que tomou a respeito de Kevin. Deve ter sido algo bem traumático, você viu o estado em que deixou o garoto? Ele é visivelmente perturbado!
— Se você continuar agindo dessa maneira vou parar por aqui.
— Ok. Me desculpe, me desculpe. – desculpou-se com sarcasmo.
— Eu não tinha condições financeiras e nem psicológicas para criar um filho, precisava terminar os meus estudos…
—… lógico, eles eram muito mais importantes do que um bebê chato que só chora e caga o tempo todo. E eu não discordo de você. Só não admito este  moralismo de não haver abortado e decidiu parir. Mas pariu, apenas isto! Quanto heroísmo! Agora o aborto mal feito bate a sua porta! 
— Samantha, é a última vez que tolero isto. – avisou, apontando-lhe o dedo. – Estou te contando algo muito sério. Não larguei o Kevin por maldade e sim, por necessidade.
— Seria muita intromissão de minha parte querer saber onde você o largou? Foi em um orfanato que se livrou daquela criatura, não foi?
— Não! Deixei-o em um lugar onde ele teria tudo o que eu não tinha capacidade de dar. Filha, eu fiz o que era melhor. Não sei por que ele veio atrás de mim. Sei que onde o deixei nada lhe faltaria.
— Como pode estar tão segura disto?
— Eu sei! Eu sei onde deixei o meu filho!
Com cara de descrença, Samantha resolveu não fazer nenhum comentário. Entretanto, havia uma certa pergunta que a torturava:
— Por que nunca nos disse nada?
— Por dois grandes motivos. Primeiro, para protegê-los. Tinha medo que isso os fizesse sofrer, principalmente o seu pai e o Jeremy. Você é forte, por isso estou lhe contando assim, com tanta naturalidade e além de ser forte, é mulher. Pode compreender melhor como me sinto. E segundo, porque foi uma fase muito triste que atravessei. Uma fase horrível que venho tentando apagar da memória há mais de vinte anos. Não é fácil, Samantha. Não é fácil para uma mulher, principalmente jovem, ter que encarar sozinha uma gravidez. Por isso te aconselho, quando conhecer alguém que lhe desperte o interesse, tome cuidado. Veja bem com quem está se envolvendo para não acabar fazendo o mesmo que eu…
—… jamais faria o mesmo que você! – interrompeu bruscamente, pondo-se de pé. – Não sou burra! Informação é o que não me falta e se um dia eu bobear e chegar a falhar…
—… cuidado com o que vai dizer… – alertou.
— Pode ficar fria, não vou dizer a palavra “proibida” que para você é um bicho-de-sete-cabecas. – acentuou o “você”. – Se algum dia acontecer de eu ficar grávida, terei duas decisões e sim, a palavra “proibida” seria a primeira opção! Entretanto, se enfrentarei a gravidez. Eu a enfrentarei de verdade. 
Elisa calou-se. Samantha aproximou-se dela e afirmou com altivez:
— Você se acha muito corajosa, não é certo? A verdade é que não encarou realmente a sua gravidez. Tudo o que fez foi só passar por um processo biológico e nada mais. Eu não. Se engravidar, com ou sem homem, assumirei o meu filho. Não largarei a minha “carga” nas costas dos outros, inclusive porque não considerarei meu filho como uma. – esclareceu raivosa saindo atropelando Elisa e subindo correndo escadaria acima para seu quarto.
— Bando de traidores ao meu redor! – gritava. 

Lisa ficou admirada quando chegou e encontrou tudo em ordem. A “cama” que improvisara para Kevin não estava mais no chão da sala, a louça estava toda lavada e seca dentro do armário, a cozinha tinha sido varrida e até a estante que estava uma bagunça há mais de anos estava toda organizada e limpa. Não tinha idéia de como foi que ele conseguiu retirar toda a poeira entranhada, tanto no móvel quando nos livros.
— Kevin! – chamou.
— Estou no banheiro. – avisou de lá.
Pela forma que sua voz ecoou, o banheiro estava com a porta aberta. Meio temerosa, Lisa arriscou em ir até lá. Encontrou-o fuçando no armário.
— O que está fazendo? – procurou saber.
— Você não usa anti-séptico bucal?
— Uso. Só que não está aí. Costumo guardá-lo no meu quarto.
— Poderia me emprestar um pouco? Não resisti e comi mais um pedaço daquele bolo e… – confessou com as faces corando –… você sabe…
— Sei. – riu. - Meus bolos são irresistíveis!
— Mas que modesta! - brincou em tom de voz serena.
— Falsa modéstia não faz parte de minha personalidade.
— Antes deixa eu te ajudar com isso. – percebeu que além da montanha de livros, carregava uma sacola grande.
— Oh, obrigada. – largou a sacola em sua mão.
— Está pesada.
— São algumas coisinhas que faltou comprar. Coloque em cima da mesa, por favor.
— Ok.
Ao tempo em que ele se dirigia à cozinha, ela foi para outro lado, guardar os seus livros em algum lugar do quarto.

— Percebi que arrumou a casa. – comentou entrando de repente, dando um pequeno susto nele.
— Sim, eu arrumei. Só deixei as roupas de cama em cima de um dos sofás porque não sei onde guarda.
— Mesmo se soubesse não poderia guardar, meu quarto procuro manter fechado. – fez uma pequena pausa. – Obrigada por ter lavado a louça e cumprido a impossível missão de ajeitar a minha estante. – riram.
— Não foi nada. Algo preciso lhe dar em troca do que está fazendo por mim. Quer que tire as compras para fora da sacola?
— Não, não. –  tomou o seu lugar e pegou a sacola. – Deixe que eu mesma faço isso.
— Eu posso fazer.
— Não precisa, Kevin. Já fez demais por hoje.
Ele a olhou de lado e se afastou, escorando-se na porta.
— Aposto que se fosse uma hóspede mulher você não diria isso.
Lisa enfiou a mão dentro da sacola e antes de tirar qualquer coisa, olhou-o encolhendo a testa.
— Por que diz isso?
— Porque é óbvio… – cantarolou retirando-se.

Voltou para a sala, mais precisamente para o lugar onde antes se achava. À espera de um chamado que certamente não viria, pôs-se a tentar escrever de novo. Nada de muito bom lhe vinha à tona, achou que seria melhor trabalhar na cozinha. No entanto, não podia ir sem que Lisa o chamasse, já tinha invadido o seu espaço o suficiente limpando a estante e mexendo em seus pertences que ali havia.
Algum tempo depois, ela apareceu na sala, de avental e cabelo preso, perguntando:
— Você me acha machista, não acha?
— É estranho para eu compreender o machismo nas mulheres. O pior de tudo é que parece que é onde mais ele se aloja.
— Por que diz isso? Como uma mulher pode ser machista?
— Eu é que pergunto! Sabe por que o machismo não acabou? – Lisa fez que não. – Culpa de vocês! – acusou-lhe rindo.
Ela teve que rir também.
— Culpa nossa? – deu outra risada. – Vocês é que são uns trogloditas que adoram nos humilhar e nos tratar como objetos sexuais e o machismo é culpa nossa?
— Eu pareço um troglodita para você?
— Não. – estranhou a pergunta, mas respondeu. – Longe disso.
— Te humilhei ou te tratei como um objeto sexual?
— Ainda não.
— Então não fale besteira. Se eu fizer alguma dessas coisas, te autorizo a me dar uns tabefes na cara muito bem dados. Já sabe, tem minha autorização. Se quiser por escrito… - elevou um sorriso retorcido.
—  Por que tá fazendo isso? – achou graça.
— Simples, porque sou homem, mas como gótico, não sou machista. Quanto a você… – levantou as sobrancelhas em dúvida.
— O que tem eu, hein? – levou as mãos à cintura.
— Nada. Você só se subestima demais. Acha que por ser mulher é frágil, não consegue nem abrir uma porta…
— Ah, então é isso…
— Lógico! Hoje de manhã você me deu a maior demonstração de machismo que poderia ver. Você era capaz de abrir esta porta.  - apontou para a mesma. - Qualquer pessoa o seria! Mas sua insegurança machista não deixou. Não te culpo por isto, não é a única mulher no mundo que se vê assim. Acho que as que não se vêem dessa forma são umas cinco por cento em todo o globo terrestre.
— Seriam as góticas? – insinuou.
— Não sei. – ergueu os ombros. – Nunca andei com elas.
Ela fez uma expressão interrogativa e preferiu não prosseguir com o papo. Não levaria a lugar nenhum. O melhor seria provar a ele que não era o que estava pensando.
— Pois saiba que a machista aqui veio te convidar para uma ralada na cozinha.
Ele liberou uma risada meio alta e batendo palmas, levantou e vibrou:
— Até que enfim!
— Você é louco. – meneou a cabeça indo para a cozinha.
Kevin a seguiu. As compras estavam todas em cima da mesa. Eram frutas, verduras, legumes, enlatados… Várias panelas já estavam fervendo no fogo. Lisa parecia ocupada com alguma coisa na pia que de onde ele estava, bem atrás dela, não dava para ver o que era. Só se perguntava o que teria ali para fazer.
Sem que menos esperasse, Lisa virou-se abruptamente esticando-lhe uma faca enorme e ordenando com firmeza:
— Retalhe.
Kevin deu um pulo tão grande para trás que quase caiu. Seus olhos esbugalharam de tal modo que pareciam que iam saltar para fora e seu rosto ficou tão pálido que chegou transparecer por trás da maquiagem. Com os olhos agitados, ele avistou um frango em cima de uma tábua de carne na pia e imediatamente concluiu o que lhe seria pedido.
— O que foi, Lisa? – indagou com a voz tremendo e afastando-se mais uns três passos da faca.
Lisa franziu a testa e fitou-o com imprecisão. Não compreendia porque ele olhava daquele jeito para o objeto que segurava, como se este fosse uma arma letal (sim, por vezes era, mas não na ocasião) ou uma bomba-relógio prestes a explodir em segundos.
— Estou pedindo para retalhar a minha galinha. – explicou. – É que nunca fui muito boa nisso, sabe?
— Eu não farei isso.
— Não gosta de galinha?
— Não, o problema não é a galinha.
— Então o que é?
Houve hesitação antes do fato ser explicado.
— O problema é que… – olhava ora para a galinha morta na pia, ora para a causadora do pavor. – O problema é que…
— O problema é o quê? – pressionou com delicadeza. - Góticos são contra retalhar galinhas? - brincou.
— O problema é lidar com facas. – esclareceu num rompante. – É isso. Não sou bom em lidar com facas.
— Também não sou, mas a gente se vira, faz o que pode. Kevin, não estou pedindo que corte esse frango como um gourmet o faria. Estou pedindo apenas para que corte de modo que ele caiba em minha panela. – disse com bom humor.
O temor de Kevin era tanto que ele nem pegou o espírito esportivo da história.
— Não, Lisa. Me peça para fazer qualquer tipo de coisa, menos lidar com facas. – sorriu nervoso e ofegante. – Não sirvo pra isso.
— Ah, não? – levou novamente as mãos à cintura.
— Cuidado com isso. – referiu-se à faca.
— Me responda, por que você não serve para fazer esse trabalho?
— Simplesmente não sirvo! – disse quase caindo em desespero.
— Qual é o motivo?
Ele não falou absolutamente nada dando-lhe razões para soltar uma risada sacana.
— Sei… Não faz nem vinte e quatro horas que convivo debaixo do mesmo teto com um gótico e já conheço o limite do seu feminismo.
— Pra começar, não somos feministas. Defendemos a igualdade de gênero. E o problema é que não me dou bem com facas. Sou um desastre!
— Por que não tenta aprender?
— Não.
— Por que não? – insistiu.
— Por que é perigoso! – o tom de sua voz elevou consideravelmente.
Lisa calou-se, refletiu e claro, questionou:
— Perigoso?
Neste momento Kevin sentiu as paredes se fechando contra ele. Olhando para um lado, depois para o outro sem saber ao certo onde parar e o que falar, acabou parando em Lisa e informando:
— É perigoso eu mexer com facas, principalmente se estou perto de alguém. – Lisa franziu outra vez a testa. – É. Sou muito inseguro e sempre acabo fazendo alguma bobagem.
— Já machucou alguém com faca? – indagou ressabiada. 
Demorou a vir a resposta.
— Eu posso machucar. – afirmou olhando cada vez com mais fobia para o objeto. – Quando mexo nisso, fico nervoso e… Sempre acabo me cortando, Lisa. É perigoso porque posso me cortar feio, sair muito sangue e… Acredite, a última coisa que quero ver é o meu próprio sangue.
— Por quê? – preocupou-se em como se sentia.
— Por que não gosto. É horrível.
Vendo que ele estava muito transtornado com o assunto, concordou:
— Tudo bem. – largou a faca ao lado do frango. – Deixa que eu faço isso então. Mas não terá nada mais para fazer. O único que falta além de cortar esse bendito frango é descascar algumas batatas e pimentões...
— Neste caso… Sinto muito. – lamentou saindo.
— Ainda acho que não faz isso porque é trabalho de mulher! – tentou descontrair quando ele já atingia a metade do corredor.
Determinado, retornou e pondo apenas a cara para dentro da peça, rebateu:
— Qual é, Lisa? Me diga qual machista admitiria que morre de medo de mexer com facas?
Ela riu, reconhecendo que seu comentário não tinha a mínima lógica. No entanto, bastou ele sair para seu sorriso se desfazer.

17 comentaram sobre a história:

  1. Hum muito interessante a fobia dele. Quero saber o porquê da fobia :b

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  2. Boa noite Christian!
    Senti sua falta por aqui sabia? Espero que esteja tudo em paz por ai(não sei onde é aí, mas seja onde for, que esteja tranquilo)
    Bem, enfim a Samantha soube que o gótico é seu irmão. Lisa é uma sem noção, pois por menos que se queira um filho, chamá-lo de estorvo e peso é esquisito, mas enfim isso acontece sim.
    Kevin com medo de facas??? Seria um maníaco depressivo?? hummmmmmmmhumm
    Veremos né?
    Beijokas doces e inspiradoras para você.

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  3. Um diálogo cruzado: mãe e filha, filho e namorada. Hum...a culinária é uma arte, para homens e mulheres. Aguardo a continuação. Um abraço, Yayá.

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  4. Bem, Samantha faz-me lembrar uma pessoa que sou obrigada a lidar todos os dias da minha vida! haha Gostei do que ela disse à mãe, da forma como eu fez, ousada e impertinente! :D O Kevin sempre será um mistério... esta sua fobia deixa-me curiosa acerca do futuro desta história... :) Gostei da conversa que elaborou entre ele e Lisa! haha Espero o próximo capítulo! ^^

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  5. Choque de ideais de duas gerações diferentes foi muito bem conseguido e então a um tema muito controverso como o aborto, achei a sua abordagem bem conseguida, quer dizer, o que deu a transmitir de cada personagem e ambos têm opiniões e maneiras de ver a situação! A fobia de facas foi o que mais me intrigou nesta parte e também o tratamento do tema machismo mas neste caso, algo que as mulheres também têm a mania de fazer. Afinal, não é só de uma parte que vêem o machismo. Foi bastante interessante!
    De resto, está tudo muito bem conseguido, gostei imenso! Ansiosa pelo próximo! Continua a postar de domingo em domingo?
    Beijo, Cassandra e as melhoras ;)

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  6. já vi essa cena na vida real... da mãe e filha. A mãe está ajudando a criar o segundo neto com diferença de idade de 9 meses, pais diferentes. E a mãe tem medo de facas, estranha coincidencia.

    Eu não sei se é fobia...ele não falou fobia falou?

    Trauma? Medo do que pode fazer com a faca? não sei..........

    Abraço

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  7. Oi Christian!
    Até que a Samantha não reagiu tão mal quanto eu pensei que fosse. Ela está no direito de questionar e de se revoltar, até porque, por mais que a Elisa explique, os motivos reais pelos quais ela abandonou o Kevin nunca ficam totalmente explícitos. Acho que tem algo nessa história que ela ainda pretende esconder...
    Nunca tinha reparado o quanto nós mulheres somos machistas, acho que acabamos nos acostumando a "não ter força" e por isso nos menosprezamos tanto.
    Ué, será que o Kevin é self harmer? Putz, que tenso... :S
    A Lisa deve ter pensado milhares de coisas sobre ele depois desse episódio...
    Mais uma vez, estou aguardando ansiooooosa pela nova parte \o/

    Beijocas!

    Ismália .

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  8. O medo de facas provavelmente relacionado com a cicatriz que Lisa percebeu em Kevin. É o que penso, claro.
    A história está bem construída e dinâmica. Cheguei a ficar até com "raiva" da Samantha, destratando a mãe deste jeito, sem deixar falar. Foi ousada, claro, mas faltou com o respeito.
    Se consigo ficar com "raiva" de algum personagem, ou torcendo por algum deles, é porque me envolvi mesmo no texto. Minha mente já está imaginando a continuação.
    Muito bom!

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  9. Em breve saberá Soraia, é um ponto bem forte relacionado a sua vida. Obrigado pelos comentários de sempre.

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  10. Boa noite Marly. Também senti a sua falta. Sempre se sente falta de pessoas inteligentes, as quais gostamos de ler as observações nos comentários por serem observações com coerência, de quem realmente sabe ler e interpretar. Por isto a crítica com embasamento é tão importante.
    Por aqui está tudo em paz, tirando o dedo luxado que expliquei em seu blogue, ahah. E muito obrigado pelo elogio anterior, sinto-me honrado vindo de alguém como você.
    E sim, enfim a revelação foi dada a Samantha, Elisa não suportou tamanha pressão e como mãe, talvez ela até ame ao Kevin "a seu modo" (um modo esquisito, não há como discordar), contanto, ela não o queria em sua vida e não esperava que isto viesse a tona após ter refeito sua vida.
    Kevin maníaco-depressivo? Hum... é um bom palpite, leitora observadora mas... veremos! rs.
    Boa semana e que as inspirações enviadas por você estejam sempre presentes.

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  11. Namorada. rs
    Culinária é uma grande arte, os chefs do mundo todo tornam isto indiscutível e, penso que, como em todas as artes, depende do tempero (alma) que se faz uso, para que se tenha valor. Há os que fazem uso dos fortes, apimentados... Há os fracos, sem sal...
    Há ainda, inexplicavelmente, os que preferem fazer uso do azedume.

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  12. Ahah, que coincidência, Samantha também me faz lembrar alguém com quem "convivo" quase todos os dias. Admiro pessoas com personalidades fortes assim e em meus contos, histórias, sempre há um personagem com estas características, como pôde perceber em 11 Noites Insones.
    Kevin guarda muitos mistérios e este da faca é apenas um dos detalhes deles.
    Sou um autor que adora criar diálogos, elaborá-los, é como se eu estivesse presente, ouvindo e observando tudo. Para mim é a melhor experiência dos escritos, muito mais prazeroso de escrever do que as descrições.

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  13. Olá Cassandra! Esta foi a intenção mesmo de minha abordagem, este choque de gerações e suas diferentes opiniões.
    Percebo que o medo de facas de Kevin foi algo que mais chamou a atenção neste episódio e não é para menos, pois é bastante estranho. Aproveitei o fato de ele ser gótico para trazer também o tema do machismo, porque muitas mulheres reclamam tanto disto sendo que elas são as que criam seus filhos e filhas de formas diferentes e o machismo acaba enraizando-se em ambos os sexos e o goticismo luta exatamente contra isto, então... Foi uma fórmula que acabou dando certo e esclarecendo melhor ao leitor a visão dos góticos sobre o assunto.
    Sim, continuarei a postar de domingo a domingo. Não havia postado domingo passado porque não estava conseguindo digitar muito bem, mas agora, mesmo não conseguindo muito, digito por teimosia. ahah. E esta trama é mais revisão, portanto, fica mais fácil. O Escritos Lisérgicos que complica um pouco em sua assiduidade por serem crônicas, textos atuais.
    Muito obrigado e obrigado pela constante presença Cassandra. :)

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  14. Muito estranho todas estas coincidências Aclim, estranho mesmo. Segundo neto com diferença de nove meses e de pais diferentes deve ser uma situação complicada tanto para mãe quanto para a avó.
    Não, ele não especificou fobia, embora tenha dado claramente a entender que o é, um medo inexplicável de ferir-se e/ou ferir a outros.
    Obrigado pela constante presença e suas observações inteligentes, que de maneira impressionante, bate com fatos reais.

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  15. Olá Ismália.
    Eu não costumo, ou ao menos tento, não ser muito óbvio nas cenas que serão criadas. E, por vezes, costumo ser óbvio de propósito. Gosto de bagunçar a mente do leitor. ahah.
    Tem razão, é uma leitora observadora também, Elisa explica mas não diz nada, ou não deixa tudo muito claro, ao menos por enquanto.
    Esta questão do machismo chamou a atenção da leitora Cassandra também e eu achei interessante enfatizar que, muitas vezes, são as próprias mulheres que se subestimam, pois na maioria dos casos são as mulheres que educam os filhos e esta educação machista geralmente vem delas. E como os góticos, em sua filosofia, dão bastante ênfase a isto, foi uma oportunidade de informar ao leitor que não conhece muito da filosofia gótica (que não se confunda com a neo-gótica).
    O mau relacionamento de Kevin com as facas está intrigando os leitores... rs. Quem não pensaria milhares de coisas após uma atitude como esta, sendo ele um estranho em que ela colocou impulsivamente para dentro da própria casa?
    A nova parte será em breve! Muito obrigado pelos comentários de sempre.

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  16. Mari... Aqui há leitores bem observadores, contanto, você se superou ao lembrar da cicatriz que Kevin tem no rosto. E você é das poucas que tenta compreender as razões de Elisa, assim como a Aclim e de certa forma concordo, há que se ver todos os ângulos, todas as versões antes de se chegar a alguma conclusão, contanto, muitos leitores são levados pela emoção e se colocam no lugar de Samantha e com certeza agiriam assim. Talvez nós agiríamos assim se descobríssemos que nossas mães possuem um segredo que viesse a tona tão de repente.
    É muito satisfatório provocar emoções com os personagens, mas isto não depende somente do autor, depende de quem lê. Um leitor com conteúdo presta atenção aos detalhes, tal como você o fez, aliás, você o fez nos mais mínimos detalhes e tem imaginação para prosseguir. Muito obrigado pelo comentário.

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  17. Isso tem mutilação aí... ou homicídio assistido.

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